Zoonoses: os 5 riscos que todo tutor precisa conhecer
Garantir a saúde e a proteção no ambiente doméstico exige atenção constante às infecções transmissíveis entre animais e seres humanos, conhecidas como zoonoses. Ao buscar informações preventivas, muitos tutores querem saber se uma doença de cachorro pega em humano ou se uma doença de gato pega em humano, além de compreender o risco de transmissão entre os próprios pets, avaliando se uma doença de cachorro pega em gato ou se uma doença de gato pega em cachorro.
A convivência próxima reforça a necessidade de conhecer as principais enfermidades e adotar condutas sanitárias rigorosas para resguardar a todos. A seguir, apresentamos os 5 principais riscos à saúde pública e animal.
Esporotricose
A esporotricose é uma micose grave provocada pelo fungo dimórfico Sporothrix brasiliensis. Essa zoonose felina tornou-se uma preocupação central em saúde pública, visto que gatos infectados apresentam alta carga fúngica nas lesões de pele e na cavidade oral, transmitindo o patógeno por mordidas ou arranhões. Por se tratar de uma marcante zoonose de gato para humano, o isolamento dos animais acometidos e o tratamento antifúngico sob supervisão veterinária são indispensáveis. O controle adequado impede que a doença se alastre, garantindo que o combate seja feito com biossegurança e contenção do acesso à rua.
Raiva
A raiva é uma encefalomielite viral aguda causada por um vírus neurotrópico (Rhabdovirus) com taxa de letalidade próxima de 100%. Sua transmissão ocorre quando a saliva do animal infectado é inoculada por mordeduras, arranhaduras ou contato com mucosas lesionadas. No meio urbano, tanto a zoonose canina quanto a felina associadas à raiva são prevenidas ativamente por meio da vacinação compulsória a partir dos três meses de idade, aliada a reforços periódicos.
Leptospirose
Induzida por bactérias espiroquetas do gênero Leptospira, a leptospirose destaca-se como uma infecção grave que passa do cão para pessoas e outros animais pelo contato com água, solo ou alimentos contaminados por urina infectada. Nos cães, causa disfunção hepática e lesão renal aguda; nos humanos, pode evoluir para a Síndrome de Weil, caracterizada por insuficiência renal, icterícia e hemorragia pulmonar. A vacinação canina periódica com bacterinas reduz a excreção renal do agente e protege o ambiente doméstico.
Toxoplasmose
Causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, a toxoplasmose tem os felídeos como únicos hospedeiros definitivos capazes de eliminar oocistos não esporulados nas fezes. É fundamental ressaltar que a infecção humana ocorre pela ingestão de oocistos esporulados presentes em água ou solo contaminados, ou por cistos em carnes cruas ou malcozidas — e não por afagar o pelo do felino. A remoção diária das fezes da caixa sanitária antes da esporulação (que leva entre 24 e 120 horas) previne a ocorrência dessa zoonose em humanos.
Leishmaniose Visceral Canina
A leishmaniose visceral é uma zoonose sistêmica provocada pelo protozoário Leishmania infantum, tendo o cão como principal reservatório em áreas urbanas. A transmissão ocorre pela picada do inseto vetor flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis). Nos cães, desencadeia imunocomplexos, lesões renais, dermatopatias e organomegalia; nos humanos, afeta o sistema imunológico e pode ser fatal sem tratamento precoce. O manejo preventivo exige o uso contínuo de ectoparasiticidas repelentes, imunização e controle ambiental.
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